GRUPO ESPECIAL, GRUPOS DE ACESSO E BLOCOS DA CAPITAL FLUMINENSE

Sossego leva o Rei Sol para a avenida

Sinopse

... E escuridão descia à face do abismo, quando o Deus eterno, que pairava ao semblante do nada determinou: Exista luz! E houve luz. A luz era boa, sagrada e divina; e então separou a luz da escuridão. Fez-se o dia, se fez a noite. Do início celestial a sua majestade, o Rei Sol, acabara de nascer! A partir de então uma corte sideral se fez. Nos confins do Universo, no sistema solar, nasceram as estrelas na expansão dos céus, para iluminar a terra e acompanhar, como guardiãs, o grande rei, nasceram os planetas para compor o clero divino do sistema solar, vieram os transnetunianos, como sacerdotes do paço imperial, as luas como condessas da noite e os asteróides como monarcas. Estava formada a realeza... A nobre corte no espaço negro e obscuro.

O Rei Sol, senhor de horizontes infinitos desceu místico para a Terra e encarnou-se à semelhança do homem como Deus e correu o mundo com diferentes nomes... Condecorado astro Rei, adorado, aclamado, o Senhor respeitado por quase todas as civilizações da antiguidade, cultuado nos quatro cantos do mundo, como o rei da vida. Quando o Sol encarnou na Grécia, Olimpo, morada dos mais belos deuses, se chamou Hélios que vagava nos céus em sua biga de fogo com cavalos sagrados. No império romano, o Sol encarnou como o Deus Febo, filho de Júpiter com Latona. Personificava a luz e era a mais bela divindade de Roma... Nas Cordilheiras dos Andes (montes Andinos), renasceu como Viracocha, divindade invisível, considerado como o esplendor original, o Senhor do Sol, Mestre do Mundo, sendo o primeiro Deus dos antigos Incas. Nas terras negras, nome do antigo Egito, o Sol, assume a divindade da natureza humana em um Deus zoomórfico chamado Rá, o principal ídolo da mitologia egípcia, um ser com cabeça de falcão conhecido como o deus do sol.

Sua majestade, o Sol, soberano e absoluto Rei celestial depois de descer à Terra e encarnar como Deus, se casa com a mãe Natureza e toma para si os ciclos naturais que governam a existência na Terra. Do casamento do Sol com a Natureza nascem quatro irmãos, que se tornam antigos espíritos do mundo. Dois deles se chamam Equinócios e governam o Outono e a Primavera, os outros dois se chamam Solstícios e imperam no inverno e no verão. Juntos determinam a roda do ano no calendário do sol. A vida humana passa então a girar em torno do grande rei que dá de presente para cada um de seus filhos uma Estação e se inicia a eterna dança entre as sementes do Outono e as flores da Primavera, o frio do Inverno e o calor do Verão...

O rei Sol existe há milênios. Nasceu da escuridão celeste, desceu à Terra como Deus, casou-se com a Natureza, concebeu filhos, (as Estações do ano) e hoje, na modernidade, é o grande Rei da alegria e tem adoradores por todo lugar. Na praia Ele é festejado e louvado, os guarda-sóis são templos, e os praieiros os seus seguidores. Nas micaretas e nos lindos blocos de rua do Rio de Janeiro, Ele é cantado e dançado, os abadás são a indumentária sagrada, a coreografia o rito santificado e a música o louvor. Todos saem na rua com a alegria do Sol. Os turistas que correm o mundo em busca do Sol, por fim, ressurgem como peregrinos em uma jornada de devotos em busca da alegria. Seus chapéus, roupas floridas e suas máquinas fotográficas, a exemplo, são ornamentos sacros. Tudo isso para reverenciar o grande Rei; a alegria.

O Sol nasceu para emanar luz aos quatro cantos do mundo e exterminar a escuridão da alma humana. Ele apaixona todo espírito quando desce ao entardecer em poente e renova toda esperança quando volta nascente no horizonte.

Salve o Sol! Sua majestade, o Rei Sol

Designer de Carnaval Fabianno Santana.

Mocidade apresenta enredo 2011

A Cidade do Samba foi o palco para a bela festa de apresentação do enredo que a Mocidade Independente de Padre Miguel levará para a avenida em 2011. O autor do enredo e carnavalesco Cid Carvalho (foto) mostrou-se muito animado, exaltou a força da escola e prometeu que verde branco de Padre Miguel a brilhar em 2011.








A festa começou com um belíssimo show da Velha Guarda, que emocionou o publico cantando sambas antológicos como: Apoteose ao samba, Rapsódia da saudade, Festa do divino (seu 1° samba de enredo), Menininha do Gantóis, Descobrimento do Brasil (1° título da escola), Ziriguidum 2001, entre outros.




Sua escola de samba mirim Estrelinha da Mocidade foi uns dos destaques da noite. O casal de Mestre-sala e Porta bandeira, Jefinho e Paloma (foto), arrancou aplausos do publico.







A Estrelinha cantará em 2011, na Sapucaí, o enredo “O grande Circo Místico”, uma reedição do tema que a escola-mãe apresentou na Sapucaí em 2002. Levi Cintra e Ricardo Dias, o “Rick” (foto), ficarão responsáveis pelas criações.








O Presidente da Mocidade Paulo Vianna homenageou o Presidente da LIESA Jorge Castanheira, Chiquinho da Mangueira (secretario) e a Senadora Kátia Abreu, que entusiasmada, disse ser “Pé quente”, e que Mocidade será campeã em 2011.






A atriz Thatiana Pagung foi coroada como rainha de bateria pelo 5º ano consecutivo. Ela recebeu a coroa do presidente da agremiação e a faixa do Mestre de bateria Bereco. A bela e simpatica Thatiana Pagung (foto) mostrou-se apaixonada pela Mocidade, declarando amor eterno à escola. Além de receber carinho da comunidade, foi reverenciada pela sua Bateria nota10 ao som de “Salve a Mocidade”.





A festa encerrou com show da bateria, apresentação do casal de Mestre Sala Fabrício Pires e Porta Bandeira Cristiane Caldas (foto), show das baianas, passistas e destaques, comandados pelos intérpretes Nego e David do Pandeiro. O sorriso da Porta bandeira Cris Caldas foi o resumo de um belo espetáculo da noite.















Sinopse do enredo da Mocidade 2011



“Parábola dos Divinos Semeadores”.

Uma estrela incandescente brilhou no horizonte primitivo e espalhando luz e calor fez a vida explodir em cores e fartura. O homem, enfim, se libertou das cavernas e festejou.

As forças da natureza foram transformadas em deuses e as respostas para o desconhecido eram encontradas pelos feiticeiros primitivos nos raios e trovões, nas águas, nas matas e nos mistérios da terra.

De caçadores coletores até se tornarem semeadores, nossos ancestrais atravessaram um longo caminho, muitas vezes marcado por pedras e espinhos.

À medida que a agricultura e a criação se estabeleceram as plantas das quais dependiam homens e animais para se alimentar tornam-se crucialmente importantes e os ciclos Da natureza passaram a ser fator dominante e foco de atenção mágica e religiosa.

O plantio e a colheita se transformaram nos grandes acontecimentos do ano e eram celebrados com festivais e ritos que pretendiam assegurar um bom resultado.

Foi através desta reverência à natureza que o homem começou a entrar no reino da utopia através das comemorações: no momento da festa se desligava das coisas ruins como o inverno e as enchentes, que concretamente, tinham ido embora e saudava o que lhe parecia um bem, como a chegada da primavera e o nascer do sol, com danças e cânticos, em torno das fogueiras, para espantar os espíritos do mal e as forças negativas que prejudicavam o plantio.

Em uma deliciosa viagem através destas festas, rituais e celebrações em louvor aos deuses da agricultura e que depois foram abraçadas e remodeladas pelo catolicismo, encontramos a origem, a raiz da frondosa árvore que é o carnaval do Rio de Janeiro.

E é no templo sagrado dos desfiles das escolas de samba que vamos relembrar em ritmo de comemoração as nossas origens agrárias e agrícolas, afinal festejar é o que fazemos melhor.

Louvadas sejam os divinos semeadores do carnaval!

Viva a folia!

Parábola dos Divinos Semeadores

A primeira semente: depois do degelo, eis que surge o caminho.

Em um tempo muito distante, grande parte das sagradas terras africanas encontravam-se sob o domínio do frio. Um império branco e gelado que matinha o homem primitivo praticamente prisioneiro das cavernas.

Certa manhã, uma estrela incandescente reluziu intensamente no horizonte; um forte clarão cortou o nevoeiro e espalhou-se pela palidez da paisagem, anunciando um deslumbrante espetáculo de luz e calor. Aos poucos, o branco do gelo e da neve foi sendo matizado pelo verde da vegetação, que surgia vigorosa. Assim, nossos ancestrais saíram da toca e festejaram.

A vida explodiu em cores e fartura. Plantas de todos os tipos, diversas espécies de frutas e animais variados passaram a dominar o cenário renovado. O poder dos raios e trovões, os mistérios das águas e da terra e os segredos das matas passaram a ser reverenciados por guias espirituais escolhidos entre os mais sábios de cada tribo. Nas celebrações, esses feiticeiros cantavam e dançavam enfeitados com folhas e máscaras em torno de fogueiras para afastar os maus espíritos e garantir as boas colheitas.

De festa em festa e de ritual em ritual, o homem evoluiu e descobriu o milagre da vida contido no interior dos grãos e sementes que se manifestavam quando estes alcançavam o solo.

Ao se tornar, então, semeador, o homem criou raiz e se fixou na terra.

A segunda semente: sobre pedras pagãs, ergueram-se templos de adoração.

As cavernas geladas, cada vez mais, faziam parte do passado e os campos, agora cultivados, sinalizavam um mundo em transformação.

Grandiosas civilizações floresceram, templos de pedra e magníficos palácios foram construídos; rituais de sacrifício e cânticos de louvor ecoaram em celebração à fertilidade da terra.

Deuses da agricultura e animais sagrados se juntaram aos deuses dos raios e trovões, das águas, da terra e das matas consolidando um poderoso panteão agrícola que atravessaria as fronteiras do tempo e do espaço nos lombos de camelos e cavalos.

No antigo Egito, tochas e incensos impregnavam de magia os grandiosos banquetes em honra à deusa Ísis, senhora da agricultura, enquanto majestosos cortejos reverenciavam o Boi Ápis.

Na Grécia, alegres festivais de músicas, danças sensuais e farta distribuição de vinho embalavam as festividades em homenagem a Dionísio, deus protetor das parreiras, e eram marcadas por uma deliciosa inversão de papéis: o miserável se vestia de rei e machos reconhecidos se fantasiavam de fêmeas.

Em Roma pagã, as festas da primavera anunciavam as Saturnálias em homenagem ao deus italiano da agricultura e, num momento de grande euforia, Saturno era saudado calorosamente pelo povo. Na ocasião, a cidade com as ruas ricamente decoradas com flores, era governada por um rei escolhido entre os pobres e, do alto de seu "carro naval", Momo, o soberano da alegria, comandava a farra que não tinha hora para acabar.

A terceira semente: a festança é sufocada pelos espinhos de uma nova religião.

Espremida entre as celebrações pagãs, surge em Roma uma nova religião.

Enquanto pregava a fraternidade, o Catolicismo logo tentou sufocar as origens dessas manifestações e, aos poucos, os festejos vão sendo modificados.

Dessa maneira, o dia dedicado às comemorações da Saturnália passou a determinar o nascimento de Jesus em um estábulo cercado por bois, ovelhas e pastores, em uma cena tipicamente agrícola.

O pão e o vinho, símbolos dos rituais e festas pagãs, foram transformados no corpo de ostensório dourado e foi colocado nas cabeças das imagens dos mártires católicos.

Subjugada pelo clero romano, a "ritualística primitiva" foi transformada em uma celebração marcada por banhos de cheiro, fantasias e desfiles alegóricos.

Ao incorporar personagens da Comédia Dell' art, o novo formato acabou por conquistar as cidades de Nice, Roma e Veneza e invadiu os salões da nobreza com seus requintados bailes de máscaras.

Nascia, assim, o "carnevalle", comemorado nos dias que antecediam a Quaresma e que, feito sementes sopradas pelo vento, espalhou-se pelos quatro cantos do mundo.

A quarta semente: “... e nesta boa terra, cresceu e produziu a cento por um".

No Brasil, essas divinas sementes encontraram solo fértil e abençoado. Lançadas aos diversos recantos do nosso torrão, rapidamente germinaram e se multiplicaram, dando frutos com características próprias.

De Norte a Sul desta nação, virou manifestação popular.

O boi que veio de tão longe, lá do Norte, também se tornou sagrado: "é boi Ápis pra lá, é bumba-meu-boi, meu boi-bumbá pra cá".

No Nordeste, a festa do deus Sol se transformou em festa de São João e a comilança não pode faltar: tem milho assado, tem arroz doce, garapa de cana, um bom cafezinho e fogueira acesa "pra" esquentar.

Tem festa da uva nos Pampas e cavalhadas no Cerrado; mas, foi aqui no Rio de Janeiro que a mais beca e formosa das sementes encontrou o seu lugar. Misturando as festas e celebrações que vieram da Europa com a magia que desembarcou com os negros africanos, criamos o nosso próprio ritual. Cantando, dançando e batucando com alegria sem igual, acrescentamos tempero à festança, reinventamos o carnaval.

Hoje, celebramos o nosso passado agrário e agrícola enquanto festejamos o nosso presente como o maior espetáculo Da Terra e, quando esse t al de futuro chegar e a folia for levada "pro" espaço sideral, estará, na verdade, voltando ao início, encontrando-se com o próprio passado e fechando um ciclo.

Afinal, vale lembrar que tudo começou com o brilho incandescente de uma estrela que derreteu a neve e fez a folia começar.

Viva o carnaval!

Cid Carvalho.

Organograma

Setor 1 - As Geleiras

Alegoria 2 - As Forças da Natureza

Setor 2 - A Segunda Semente: sobre pedras pagãs ergueram-se templos de adoração

Alegoria 3 - Egito

Alegoria 4 - Grécia e Roma

Setor 3 - A Terceira Semente: a festança é sufocada pelos espinhos de uma nova religião

Alegoria 5 - Igreja

Alegoria 6 - Baile de Máscaras

Setor 4 - A Quarta Semente: "... e nesta boa terra, cresceu e produziu a cento por um”

Alegoria 7 - Norte, Nordeste, Sul e Centro-Oeste

Alegoria 8 - Rio de Janeiro



Ps: Neste domingo dia 30/05 às 16hsna quadra da escola, entrega e explicação da sinopse para os compositores.

Fotos: Anderson Canela -Na cadência da bateria
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Na Cadência da Bateria
O carnaval do povo

Escolas mirins reeditam sambas

Inocentes da Caprichosos - "Xuxa e seu reino encantado no Carnaval da imaginação", de 2004;

Tijuquinha do Borel - O Dono da Terra", de 1999;

Corações Unidos do Ciep - "Domingo", União da Ilha de 1977;

Infantes do Lins - "Chico Mendes, o Arauto da Natureza", de 1991;

Miúda da Cabuçu - "O mundo mágico dos Trapalhões", de 1988;

Estreliha da Mocidade - " O grande circo místico", de 2002;

Mel do Futuro - "Mais vale um jegue que me carregue do que um camelo que derrube... lá no Ceará", Imperatriz de 1995

Ainda Existem Crianças na Vila Kennedy - Das maravilhas do mar, fez-se o resplendor de uma noite", Portela de 1981;

Herdeiros da Vila - Muito prazer! Isabel de Bragança ou Drumond Rosa da Silva, mas pode me chamar de Vila", 1994;

Mangueira do Amanhã - 'Atrás da verde e rosa só não vai quem já morreu", de 1994;

Império do Futuro - Alô, alô, taí Carmem Miranda", de 1972;

Golfinhos da Guanabara - Sertões - Em Cima da Hora de 1976;

Nova Geração do Estácio de Sá - Paulicéia Desvairada, 70 anos de modernismo no Brasil", de 1992.


Foto: Divulgação

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Na Cadência da Bateria
O carnaval do povo

Sossego leva o Sol para a avenida

A formação do império celestial do Rei Sol, sua vinda para a Terra, encarnado como divindade de povos da antiguidade, sua soberania sobre os equinócios e solstícios nas estações do ano e como ele ainda é cultuado à nossa moda nos dias atuais, serão alguns dos aspectos que o enredo da Sossego abordará na avenida Marquês de Sapucaí em 2011. Segundo o autor do enredo, o designer de carnaval Fabianno Santana, será um tema envolto a encantos, magias e lendas em torno do Sol, com uma história diferente sobre a mais importante estrela do nosso sistema solar. “O enredo traz uma temática vivaz e intensa, oferecendo a oportunidade de um samba-enredo contagiante e quente. Esperamos montar na avenida uma teatralização alegre e muito agradável aos foliões, com tudo o que povo gosta de ver: Luxo, colorido, criativo e empolgante”, complementa Fabianno.

A Azul e Branco de Niterói, que vai desfilar na terça-feira gorda pelo grupo RJ1, antigo grupo B, realiza o ato simbólico de lançamento do enredo, com toda sua diretoria, no dia 29 de maio quando haverá o encontro do recém contratado mestre Dinho com sua bateria. O evento começa às 14h no Clube dos Pioneiros, bairro Vital Brasil, em Niterói.


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O carnaval do povo

Escolas cariocas definem enredos para 2011

Das agremiaçãoes filiadas à Liga das Escolas de Samba do Grupo A e à Associação das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, 18 já definiram seus enredos. Só na última semana a Alegria da Zona Sul, filiada à Lesga, e mais seis escolas filiadas à Aescrj divulgaram os temas para o próximo carnaval.

Na Unidos de Padre Miguel, rebaixada para o grupo RJ1 da Aescrj, o enredo para 2011, foi anunciado no último domingo, após a reeleição de Madrugada como presidente da agremiação, durante a feijoada da escola. A vermelho e branca da zona oeste aposta em Tia Ciata para retornar ao grupo A em 2012, no enredo "Hilária Batista de Almeida", nome completo da mulher que promovia em sua casa encontros de bambas, que acabaram compondo o primeiro samba da história: Pelo Telefone. O enredo será desenvolvido pelos carnavalescos Edward e Marcus Ferreira. Durante o evento que marcou o anúncio do enredo, comentava-se que Wander Pires poderia assumir o primeiro microfone da escola. Porém o cantor recém desligado da Viradouro pode comandar o carro de som de outra escola de Padre Miguel: a Mocidade Independente.

Pelo grupo RJ2 (antigo grupo C), que desfila no domingo de carnaval na Avenida Intendente Magalhães, Rosa de Ouro e Acadêmicos do Engenho da Rainha também definiram seus enredos. Na amarelo e ouro de Osvaldo Cruz, os carnavalescos Humberto Abrantes e Rogério Lima criaram o tema "A chave do mistério" onde abordarão variadas formas de magias. Já a Engenho da Rainha aposta numa homenagem à Portela para fazer bonito em Campinho. "De Paulo da Portela à Nilo Figueiredo.. . Essa é a história da escola de samba mais brasileira, fazendo o vôo com a Águia Altaneira!", é o título do enredo que será desenvolvido pelo carnavalesco Wenderson Silva.

A Mocidade Unida do Dona Marta foi mais uma escola que definiu esta semana seu enredo para o Carnaval 2011. A azul e branco que desfila pelo grupo RJ3 (antigo grupo D) vai fazer uma homenagem ao seu bairro de origem com o tema "Um brinde ao bicentenário do bairro de Botafogo", a ser desenvolvido pelo carnavalesco Jorge Kinaler.

Afastada dos desfiles há dois anos a União de Guaratiba foi autorizada pela Aescrj a retornar neste ano desfilando pelo grupo RJ4 (antigo grupo E). Para celebrar sua volta aos desfiles oficiais, a União não quer apresentar uma grande tese, mas sim um tema simples e palco de muitas celebrações: o hábito de comer com prazer "Nessas andanças, não me canso de encher a pança", a ser desenvolvido pelo carnavalesco Raphael Heide.

Avaliada pela Aescrj no carnaval 2010, a Chatuba de Mesquita, foi aprovada e marcará sua entrada nos desfiles oficiais com o enredo “Do calor do carnaval, a Chatuba traz uma delícia glacial”, dos carnavalescos Lino Sales, Alexandre Costa e Marcos Durval.

Mais uma vez desfilando pelo grupo A, a Alegria da Zona Sul, levará para a avenida o enredo "Os Doze Obás de Xangô", tema de autoria do departamento de carnaval da agremiação a ser desenvolvido pelo carnavalesco Lane Santana.
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O carnaval do povo

Fotos da apresentação de Mestre Dinho
























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Fotos: Divulgação
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"Carnaval de fevereiro a fevereiro"

Viradouro em situação difícil

Após ser rebaixada para o Grupo A, depois de brilhar por vinte anos entre as escolas de Grupo Especial, a Viradouro volta a ser o foco das atenções no Carnaval. Ao longo da semana, várias reuniões entre diretoria e comunidade estão marcadas para tentar organizar uma articulação de trabalho com vistas ao Carnaval de 2011. O presidente Marco Lira e principais colaboradores estão sofrendo pressões da comunidade e uma das possibilidades cogitadas é a saída do atual presidente. Se os atuais dirigentes deixarem a escola, existe a possibilidade da modelo Luma de Oliveira(foto) assumir o posto até a escolha de um novo nome. Se houver mudanças na atual diretoria, o caberá ao Conselho Deliberativo, composto por membros mais antigos, convocar eleições e escolher os novos dirigentes. A direção da Viradouro já havia articulado todas as mudanças nas atividades em função do rebaixamento. Houve um acordo e a escola acabou recebedo autorização da Liga das Escolas de Samba do Grupo de Acesso (Lesga) para ocupar o barracão da União da Ilha, que se manteve no Grupo Especial ao ficar com a décima primeira colocação.

O atual presidente está na Viradouro desde 2004, quando passou a ocupar a vice-diretoria administrativa. Com a morte do presidente José Carlos Monassa, em 2005, Lira (foto) foi escolhido para dar continuidade ao trabalho administrativo na escola. A melhor colocação da Viradouro veio em 2007, um terceiro lugar, com o enredo A "Viradouro Vira o Jogo", de Paulo Barros. Em maio de 2008, Lira foi reeleito. Antes da eleição, Luma de Oliveira chegou a formar uma chapa para concorrer, mais acabou desistindo. Seu nome não é unanimidade entre os mais antigos membros da vermelha e branca. A direção da escola deverá anunciar nesta terça-feira um pronunciamento sobre a situação através da assessoria de Imprensa.


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