
A decisão de buscar na Justiça um resultado diferente do que foi anunciado na quarta-feira de cinzas não foi apenas de Almeida. Na semana passada, pelo menos duas agremiações dos Grupos A e B também deram entradas com petições pedindo também a anulação dos resultados dos dois grupos. Todos os pedidos tem anexados o resultado dos exames dos mapas do jurado Samuel Pinto, responsável pela apuração do quesito Conjunto. Em suas considerações, o perito grafotécnico Elizeu Francisco Santiago informa que existe na análise dos mapas, a possibilidade das "assinaturas terem sido feitas por diferentes punhos".
Campeãs ameaçadas - Os dois grupos tiveram como campeãs, a Renascer de Jacarepaguá, no grupo A e a Paraíso do Tuiuti no grupo B. Na prática, a classificação faria com que as duas escolas subissem de seus respectivos grupos, mas as petições poderão provocar uma "reviravolta" nos resultados caso a Justiça aceite as petições. O racha pode provocar também o esvaziamento da Lesga e fazer com que a Liga das Escolas de Samba do Grupo Especial assuma os desfiles de sábado e terça-feira de Carnaval na Marquês de Sapucaí. "O que se viu no resultado do desfile no Grupo de Acesso não correspondeu à realidade. Fizemos uma apresentação para sermos campeões e acabamos na quarta colocação", afirmou o presidente da Cubango, Olivier Luciano Vieira, o Pelé, que se diz injustiçado pelo segundo ano consecutivo. No ano passado, a Cubango estava entre as favoritas e acabou ficando com a décima colocação, o que levou o dirigente da verde e branca a jogar pedras e pedaços de madeira nos membros da mesa apuradora. No Grupo B, a Acadêmicos do Sossego também foi ao Ministério Público ontem, insatisfeita com a décima colocação, que rebaixou a escola para o Grupo C.
Crise anunciada - No mês de março, quase três semanas após o fim do Carnaval, já havia um prenúncio de que o Carnaval de 2011 iria acabar "mal". A diretoria da Lesga começou a "rachar" depois que Paulo Almeida, ainda presidente do Conselho, aceitou o recurso da Acadêmicos do Cubango, contestando o resultado do Carnaval. No dia 11 de abril, Almeida acabou afastado da a presidência do Conselho Deliberativo. Em votação os representantes de sete agremiações fundadoras optaram pela sua saída, argumentado que ele deveria deixar o cargo por não estar mais à frente de nenhuma escola filiada à entidade. O presidente da Santa Cruz, Zezo, foi eleito o novo presidente."Em três anos na presidência do Conselho Deliberativo, o Paulo de Almeida não convocou uma reunião. Ele foi destituído em abril e não pode mais falar nada em nome da Lesga" afirmou Reginaldo Gomes, presidente da Lesga.
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