ACADÊMICOS DO SOSSEGO 2013
Enredo: "De Luiza d'Oyá a Carmen Miranda, o que é que a baiana tem?"
SAMBA CONCORRENTE:
Compositores: Celso Tropical/Ivan da Wanda/Ginha/Angelo Dias/Mario da vila Progresso e Marcio Bela Vista
Sossego faz retumbar...
Seus tambores prá nação da natureza, Jeje Mahi
Água, fogo, terra e ar, fontes desse existir
Há vida na folha? Há sim!
Para os encantados imenso jardim
Agô-iê mãe África, forças espirituais
Fazendo o que Oxalá determinou
Luiza, a escolhida por Iansã
Tem um novo amanhã
Arroboboi Oxumarè
No veneno e na cura Dan é soberana
Acesa a luz do arco íris
Um colorido então emana
Perto do elevador, em Salvador, d'Oyá
Elegância e beleza, no tabuleiro acarajés
Ó "Jardineira" por que estás tão triste?
Eu "Fiz tudo prá você gostar de mim"
No carnaval a alegria veste a fantasia
Uma
pequena notável pro mundo cantou
Num lindo encontro despertou a inspiração
Obra de Caymmi, sublime interpretação
O que é que a baiana tem? tem pano da costa
E tem balagandãs que a gente gosta
O que é que a baiana tem? tem tem tem
Tem um rosário de ouro e ginga como ninguém
Tijuca 2013 - samba concorrente: João Paulo e cia
UNIDOS DA TIJUCA 2013
Parceria: João Paulo, Duda
SG, Alexandre Villela e Sidney Ribeiro
INTÉRPRETES: GONZAGUINHA,
DUDA SG, SID GBB, CARLINHOS PAVAROTTE E JOÃO PAULO.
CRUZANDO OS CÉUS, NUM RAIO DE LUZ,
O FILHO DE ODIN VEM MOSTRAR,
O IMAGINÁRIO DE UM MUNDO MÁGICO
OH! DEUS THOR...
QUE ALEMANHA ENCANTADA,
TÃO RICA E ABENÇOADA,
COM SEUS MISTÉRIOS E SEGREDOS,
AGUÇANDO A HUMANIDADE QUE NOS LEVA
A DESPERTAR
MITOLOGIA QUE ALIMENTA TODA A
HISTÓRIA
QUE SÓ OS DEUSES PODEM CONTROLAR
NAS ARTES DOS GÊNIOS, VOU ME
INSPIRAR
COM A PURA CADÊNCIA, ME EMBALAR
LINDAS SINFONIAS, TEATRO E CINEMA,
NA LITERATURA EU VOU VIAJAR.
É O DOM DE CRIAR OS CONTOS DE
FADAS, UM SONHO INFANTIL,
DOS LIVROS PERSONAGENS AO MUNDO
EXIBIU
ERA UMA VEZ... DRIBLANDO O TEMPO,
RECRIANDO BRINCADEIRAS,
FAZENDO DESSA VIDA DIVERSÃO, SEM
PONTO FINAL
GRANDES INVENTORES, TECNOLOGIA,
GERANDO SOLUÇÕES, UM NOVO AMANHÃ
ENFIM AQUI NO PARAÍSO TROPICAL
SEMEARAM SEUS VALORES,
ENRIQUECENDO A CULTURA NACIONAL
VAI TROJEVAR NA AVENIDA, É DIA DE
ALEGRIA,
TIJUCA VEM PRA FESTEJAR
OS “IMIGRANTES”, DESSE JEITO
BRASILEIRO,
DESCE MEU BOREL INTEIRO PARA
HOMENAGEAR.
Sinopse do Unidos de Manguinhos para o carnaval 2013
“De ‘repente’ Manguinhos!”
Autor: Leonardo Soares, Carnavalesco
Justificativa do enredo:
No ano de 2013 a Unidos de Manguinhos irá viajar pelas
peculiaridades da cultura nordestina, usando o ‘Repente’ como pano de fundo.
Não nos prenderemos á qualquer tipo de cronologia, simplesmente fantasiaremos
as cores, os sabores e a magia da região Nordeste, que são satiricamente
cantados nos ‘repentes’. É a viajem do carnaval na magia nordestina.
Histórico do enredo:
A ideia do enredo parte desta onda nordestina que invade o
Rio de Janeiro e o carnaval carioca. São musicas, roupas, gírias, santos e
outras coisas que já fazem parte da cultura carioca. Então mais uma vez o
Nordeste será cantado na avenida trazendo estes grandes artistas de talento
ímpar, os repentistas. Através de sua arte eles levam causos, fatos verídicos e
lúdicos do Nordeste do Brasil. O ‘repente que tem origem nos trovadores
medievais, é o cordel cantado. Tendo em vista a riqueza cultural desta região
do país, a Unidos de Manguinhos orgulhosamente apresenta: “De ‘repente’
Manguinhos!”.
Sinopse do enredo:
Advindos de terras distantes,
Medievais viajantes,
Trovadores cantantes...
Partiam de cidade em cidade
Com seu instrumento e agilidade.
Cada lugar uma poesia,
Cada verso uma magia...
E o Manguinhos quem diria,
Em seu samba cantaria
Com poesia e alegria
‘De repente’ a fantasia...
Brasileiros cantadores
Nordestinos ‘trovadores’,
Cantam amores e dissabores
Numa terra ‘amarelo queimado’
Travam um duelo ‘arretado’
Onde o canto não tem importância,
Desde que anime a festança...
O Cordel se fez escrito,
É o repente manuscrito
Com o canto de improviso
E que o Diabo no final
Seja derrotado com seu mal...
Que a ‘rapariga’ atentada
Nossa passista ‘apetrechada’
Tenha toda doçura
Pra ‘balançar a tanajura’
O batuque arretado
Pelo surdo “é o brinco!”.
O estandarte do Divino
Nosso pavilhão maestrino
Na bandeira dos nossos corações!
Santo é o nosso samba,
Terra boa “da mulesta!”
Gente bamba faz festa
No “Repente da folia”.
Nesses versos vim contar,
Que o sertão é o lugar,
Onde o ‘repente’ é o ‘cordel de “musicar”
E por isso não vou me alongar...
Por que a ordem é “Forró-sambar”
E o Manguinhos na folia,
Canta com alegria,
De ‘Repente’ a fantasia!
Sinopse Jacarezinho 2013
Sinopse: “Puxador
não... Intérprete! Por Mestre Jamelão”
Roteiro:
Rádio Jacarezinho
Produção:
Unidos do Jacarezinho.
Data da produção:
08/ 02/ 2012.
Duração:
60 minutos.
Título:
Puxador não... Intérprete! Por Mestre Jamelão.
´´Lá
fora: O céu repleto de estrelas brancas cintilantes, a lua esmaecida em tons
verde e rosa.``
[Produção]
Atenção: No ar!
[Música]
´´Boa
noite
Você
por aqui é novidade
Louvado
seja Deus nosso senhor
Quem
lhe trouxe aqui foi a saudade``
(Boa noite/ Jamelão)
[Locutor]
São Cristóvão: 1913.
Nasce um moleque, o Saruê.
José Bispo Clementino
dos Santos.
Ainda pequeno...
Pelas ruas e
esquinas,
Dos subúrbios
cariocas.
Foi engraxate, vendeu
jornal.
Das portas de
gafieiras e cantinas,
Os acordes, as
letras, as poesias.
Da Gafieira Jardim do
Méier:
Fruto negro
dulcíssimo: Jamelão.
Torna-se “crooner”
para:
Dancings, El Dorado,
Farolito.
Cantinas, Avenida,
Samba-Danças.
Gafieiras, Brasil,
Belas-Artes.
Um show de calouro.
O Rei da rádio Clube
do Brasil.
´´Crooner`` do
´´Calouros em Desfile``,
Do Rei da era do
Rádio: Ary Barroso.
[Música]
´´Hoje
eu sou folha morta
Que
a corrente transporta
Oh
Deus! Como sou infeliz...
Infeliz``
(Folha Morta/ Ary Barroso)
O cantor: Da música
popular brasileira.
Do samba-canção. Do partido-alto.
Da marcha-rancho. Do
amor.
Dos sucessos
gravados:
´´Leviana`` o nosso
amor morreu,
Do parceiro Zé Kéti.
´´Deixa de moda`` que
eu não vejo graça,
Na saia rodada da tua
baiana.
Do poeta Padeirinho.
Da ´´folha-morta``
que a corrente levou.
Que hoje diz que é ´´Matriz``,
quase louca.
Fizesse de mim um
´´molambo`` qualquer...
De sua autoria:
´´Quem samba fica``,
Quem não samba vai
embora...
Eu agora vivo em paz,
´´Eu agora sou
feliz``.
[Música]
´´Ela
disse-me assim
Tenha
pena de mim, vá embora
Vais
me prejudicar, ele pode chegar
Está
na hora``
(Ela me disse assim/
Lupicínio Rodrigues)
[Locutor]
Interpretando
músicas,
Do poeta Lupicínio
Rodrigues.
O cancioneiro
sentimentalista.
Sob os metais da
Orquestra Tabajara.
Canções de dor, de
amor:
´´Ela me disse
assim``
Tenha pena de mim, vá
embora!
É o ´´exemplo`` que
damos aos jovens,
Melhor brigar juntos,
do que chorar separados.
Há pessoas de
´´nervos de aço``.
Sem sangue na veia e
sem coração.
Troquei meu amor
´´cigano``.
´´Meu pecado`` é a
minha ´´Vingança``
´´Foi assim``, mas no
fim...
´´Quem há de dizer``?
[Música]
´´Mangueira teu cenário é uma beleza!
Que a natureza criou...
O morro com seus barracões de zinco
Quando amanhece que esplendor...``
(Exaltação à Mangueira/
Enéas Brites da Silva e Aloísio Augusto da Costa)
[Locutor]
Antes, tocador de tamborim,
E de cavaquinho.
Levado por Gradim.
Ao Palácio do Samba.
Hoje, a voz...
Do carnaval, do samba.
Da Estação Primeira.
De Mangueira.
Do esquenta:
´´Exaltação à Mangueira``.
Todo mundo te conhece ao longe...
Pela voz do Mestre:
´´Apoteose ao Mestre``.
Um mundo encantado...
De Monteiro Lobato.
Personagens do Rio Antigo.
Yes! Temos Braguinha...
Caymmi e a Bahia,
Carlos Drummond de Andrade,
´´Meu guri`` Chico Buarque.
Mangueira encanta...
Ao invadir o nordeste.
2013. 100 anos,
Da voz da Avenida.
Por Jamelão Mestre.
Puxador não... Intérprete!
´´Minha Mangueira``
A saudade.
Locutor: Marcus
Ferreira (Carnavalesco)
´´O sonho de todo
artista do carnaval é realizar um grande enredo.``
Agradecimentos:
Estação Primeira de Mangueira.
Trilha sonora do Desfile:
Faixa 01 - ´´Boa
Noite`` (Jamelão)
Faixa 02 -
´´Leviana`` (Zé Keti/Armando Reis)
Faixa 03 - ´´Folha
Morta`` (Ary Barroso)
Faixa 04 - ´´Deixa de
Moda`` (Padeirinho)
Faixa 05 - ´´Matriz
ou Filial`` (Lúcio Cardim)
Faixa 06 -
´´Molambo`` (Jayme Florence/Augusto Mesquita)
Faixa 07 - ´´Quem
samba fica`` (Jamelão/Tião Motorista)
Faixa 08 – ´´Eu agora
sou feliz`` (Jamelão/Mestre Gato)
Faixa 09 - ´´Ela me
disse assim`` (Lupicínio Rodrigues)
Faixa 10 -
´´Exemplo`` (Lupicínio Rodrigues)
Faixa 11 - ´´Nervos
de Aço`` (Lupicínio Rodrigues)
Faixa
12 - ´´Cigano`` (Lupicínio Rodrigues/Felisberto Martins)
Faixa
13 - ´´Meu Pecado`` (Lupicínio Rodrigues/Felisberto Martins)
Faixa
14 - ´´Vingança`` (Lupicínio Rodrigues)
Faixa
15 - ´´Foi assim`` (Lupicínio Rodrigues)
Faixa 16 - ´´Quem há
de dizer`` (Lupicínio Rodrigues/Alcides Gonçalves)
Faixa 17 - Apoteose
ao Mestre - 1949 (Nelson
Sargento e Alfredo Português)
Faixa 18 -
Reminiscências do Rio Antigo - 1961(Cícero, Hélio Turco e Pelado)
Faixa 19 - O mundo
encantado de Monteiro Lobato - 1967 (Batista, Darcy da Mangueira e Luiz)
Faixa
20 - Samba festa de um povo – 1968 (Batista, Darcy da Mangueira, Dico,
Hélio Turco e Luiz)
Faixa
21 - Lendas do Abaeté - 1973 (Jajá, Manoel e Preto Rico)
Faixa
22 - Yes, nós temos Braguinha – 1984 (Arroz, Comprido, Jajá, Hélio Turco e
Jurandir)
Faixa
23 - Caymmi mostra ao mundo o que a Bahia tem e a Mangueira também – 1986 (Ivo Meirelles,
Paulinho e Lula)
Faixa
24 - No reino das palavras, Carlos Drummond de Andrade - 1987 (Bira do Ponto, Rody
e Verinha)
Faixa
25 - Chico Buarque da Mangueira – 1998 (Carlinhos das Camisas, Nelson Cispai,
Nelson Dalla Rosa e Vilas Boas)
Faixa 26 - Brazil com
Z é pra cabra da peste, Brasil com s é nação do nordeste - 2002 (Amendoim e
Lequinho)
Sinopse 2013 do Império da Praça Seca
Carnaval 2013: “Valei-me Jorge!”
Carnavalescos: Rodrigo Almeida e Ney Junior
pesquisa e criação: Diego Araújo
Sinopse:
“Vou acender velas para São Jorge
A ele eu quero agradecer
E vou plantar comigo-ninguém-pode
Para que o mal não possa então vencer”
Valei-nos santo poderoso!
Olhai do alto um povo que clama seu auxílio para vencer as
batalhas do dia-a-dia.
Olhai o brasileiro que jamais foge da luta, que jamais se da
por vencido.
Cavaleiro que irradia força e coragem. Venha a terra para
derrotar os dragões da maldade e da injustiça que teimam em afligir teus fieis.
Traga na lança a certeza da vitória, a conquista de todos os
anseios.
Trabalho para sair do sufoco. Uma casa onde os sonhos possam morar.
Terra para plantar e colher. Mesa farta para os teus.
Educação de qualidade. A renovação da esperança de um futuro
melhor.
O equilíbrio de corpo e alma. A cura de todos os males, a
conquista do bem-estar pleno.
Valei-nos Jorge do Povo Brasileiro. Não nos deixe vacilar.
Cavaleiro que mora na lua. Tão linda, tão bela, musa de
tantos poetas.
Que inspira para vencer os grilhões da injustiça.
Inspira versos das mais belas canções.
Defensor de todo sambista. Protetor de tantos pavilhões.
Da coroa imperiana, do verde e branco pavilhão da Praça
Seca.
Nossa inspiração. Nosso guia.
Santo e guerreiro.
Eterno na crença dos povos do mundo, que para ti direciona a
fé. Que a ti oferta devoção, santo guerreiro, santo padroeiro.
Exalta-te de forma simples, mas não esquece jamais.
Jorge das cavalhadas e congadas do interior do meu Brasil.
Jorge que vive no contar das histórias, na oralidade de um
povo simples.
Santo e orixá. Rei, ferreiro, senhor de todas as batalhas.
Ogum guerreiro, vencedor de demandas.
Valei-nos São Jorge!
Jorge do povo brasileiro! São Jorge, santo e guerreiro
Ordem de desfile dos Grupos Especial e Grupo Ouro
Em festa realizada na segunda-feira, 16 de julho,
Liesa e Lierj definiram a ordem de desfile dos
grupos Especial e Ouro. O novo grupo é formado
pelas escolas de samba dos antigos grupos A e B.
Os desfiles acontecem na sexta e sábado de
carnaval. Com isso as escolas mirins passam a se
apresentar na terça-feira gorda. As escolas do grupo
especial continuam desfilando no domingo e
segunda-feira.
Confira a ordem de desfiles:
GRUPO OURO
sexta-feira
8 de fevereiro:
1ª
- Unidos do Jacarezinho
2ª
- Unidos do Porto da Pedra
3ª
- Acadêmicos de Santa Cruz
4ª
- Unidos da Vila Santa Tereza
5ª
- União do Parque Curicia
6ª
- Estácio de Sá
7ª
- Alegria da Zona Sul
8ª
- Acadêmicos da Rocinha
9ª
- Unidos do Viradouro
Sábado
9 de fevereiro
1ª
- União de Jacarepaguá
2ª
- Paraíso do Tuiuti
3ª
- Tradição
4ª
- Império Serrano
5ª
- Acadêmicos do Cubango
6ª
- Sereno de Campo Grande
7ª
- Império da Tijuca
8ª
- Caprichosos de Pilares
9ª
- Unidos de Padre Miguel
10ª
- Renascer de Jacarepaguá
GRUPO
ESPECIAL
Domingo
10 de fevereiro
1ª
- Inocentes de Belford Roxo
2ª
- Salgueiro
3ª
- Unidos da Tijuca
4ª
- União da Ilha
5ª
- Mocidade
6ª
- Portela
Segunda-feira
11 de fevereiro
1ª
- São Clemente
2ª
- Mangueira
3ª
- Beija-Flor
4ª
- Grande Rio
5ª
- Imperatriz
6ª
- Vila Isabel
Enredo 2013 da Vila Isabel
GRES UNIDOS DE VILA ISABEL – CARNAVAL 2013
A VILA CANTA O BRASIL CELEIRO DO MUNDO - “ÁGUA
NO FEIJÃO, QUE CHEGOU MAIS UM...
| foto: Diego Mendes |
PRESIDENTE EXECUTIVO:
WILSON DA SILVA ALVES
PRESIDENTE DE HONRA:
MARTINHO DA VILA
SUPERINTENDENTE:
RITA DE CÁSSIA DA SILVA ALVES
VICE-PRESIDENTE:
ELIZABETH AQUINO
CARNAVALESCA: ROSA MAGALHÃES
AUTORES DO ENREDO: ROSA MAGALHÃES, ALEX VARELA E MARTINHO DA VILA
O trabalho no campo é fruto de muito suor, dedicação e
amor pela terra, os quais permitiram que o Brasil se tornasse um destaque na
agricultura mundial, caminhando a passos largos para a condição de principal
país agrícola do planeta.
Essa dedicação às atividades rurais gera milhões de
empregos e riquezas, colaborando para a grandeza do nosso país. A prosperidade
nacional se deve aos milhões de homens, mulheres e jovens que se dedicam ao
cultivo de nosso solo fértil.
O brasileiro tem fama de ser hospitaleiro e cordial. É
bem verdade que um cafezinho já serve pra quebrar o gelo nas reuniões, pra
esticar uma conversa, na mesa, depois da refeição. E aquela visita inesperada
ou convidado de última hora, sempre é bem-vindo. Afinal de contas, onde come um
comem dois, ou sempre podemos botar “água no feijão, que chegou mais um...”.
(Jorginho do Império)
A natureza generosa nos dá o feijão nosso de cada dia,
o trigo do pão também, e o milho de fubá, e o arroz, e a cebola pra temperar, o
alho, e a mandioca para fazer farinha, pra acompanhar...
“No recanto onde moro, é uma linda
passarela
O carijó canta cedo, bem pertinho da janela
Eu levanto quando bate o sininho
da capela.
E lá vou pro meu roçado, tendo
Deus de sentinela
Tem dia que meu almoço, é um pão
com mortadela,
Mas lá do meu ranchinho, a mulher
e os filhinhos,
Tem franguinho na panela”
(Lourenço e Lourival)
“Que vidinha simples, que vidinha boa
A bóia é sagrado frango e quiabo
Acompanhado de ovo caipira, arroz e
feijão
Depois do almoço sem muito esforço
Encosto meu corpo no barracão”.
(João Carneiro e Capataz)
Esse mundo natural pródigo é o orgulho do país. Da
terra vem a riqueza da nação. É do solo que nasce o engrandecimento da pátria.
É dos produtos oferecidos pelos seus verdes lindos campos que conseguirá
progredir. Portanto, é das suas terras, imensas e extensas, que a providência
divina ofertou, que virá a sua transformação em celeiro agrícola da humanidade:
a maior região produtora, fornecedora e abastecedora de alimentos do planeta terra.
E quem será o responsável por cuidar do seu solo
fértil? O agricultor, esse trabalhador extraordinário, arrojado, competente, que tem na terra o seu precioso bem. O
homem do campo terá a missão de torná-la próspera, inseri-la no concerto das
nações civilizadas, ampliando os cultivos, sem jamais destruir a natureza, os
verdejantes bosques. Dos produtos agrícolas, virá a
transformação do Planeta Faminto, num mundo de mesa farta e sonhos
possíveis.
“Enquanto uns fazem guerra
Trazendo fome e tristeza,
Minha luta é com a terra
Pra não faltar pão na mesa” (Joel
Marques e Maracaí)
“Mulher, você vai gostar
To levando uns amigos pra conversar
Eles vão com uma fome que nem me contem,
E vão com uma sede de anteontem,
E vamos botar água no feijão...” (Chico Buarque)
Eis a terra sustentável por natureza, e
que pode ser mais. Afinal, aqui por estas bandas... “tudo que se planta dá”.
Mas com o pensamento voltado para as necessidades dos comensais do grande banquete
diário e os anseios do planeta onde vivemos, sem afetar as possibilidades de
onde viverão os nossos filhos e netos, aproveitando com inteligência, cada
palmo deste chão. Multiplicai os alimentos, mas sem ampliar as áreas de
cultivo!
“Eu tenho um coqueiro grande que só dá
coquinho...
Quando eu quero um coco grande, tem
que ser do coqueirinho...”.
Tamanho nem sempre é documento.
Precisamos aprender com o coqueirinho, a aproveitar cada centímetro da
plantação, produzindo mais, com astúcia. Para não desgastar os solos, a solução
é o plantio feito na
palha de culturas anteriores!
Várias etnias se agregaram às três raças formadoras da
nação - o branco, o negro e o índio – para formar a nossa tradição agrícola. Imigrantes,
como os alemães, os japoneses, e os italianos, e outros em menores grupos, se dedicaram
igualmente à agricultura.
Assim como a agricultura, a música do campo é a origem
do Brasil.
“moda bem tocada é aquela que desperta em nós uma
saudade que agente nem sabe do quê...”.
O som da viola canta a música do campo e conta a
história daqueles que vivem da terra, que lutam, que prosperam e fazem o país
crescer.
A moda de viola trás a saudade dos tempos de outrora,
mostra a vida cantada em versos simples e retrata a obra magnífica do homem do
campo, do agricultor que com afinco, dedicação e conhecimento transforma a
terra em riqueza.
Segundo Câmara Cascudo, “somos filhos de raças
cantadeiras e dançarinas”, o que ajudou na estruturação da música do campo.
O violeiro é aquele que por instinto lê os sinais da
natureza e os interpretam. Tem na sentimentalidade a bússola com que se orienta
no mundo. É um artista que, nas asas da tradição, canta querências e saberes
poetizados.
“passo por cima das nuve
Esbarrando no trovão
Danço no meio da chuva
Bem no meio do clarão...” (Lourival dos Santos e
Priminho)
A primeira fábrica de viola nasceu na fazenda Córrego
da Figueira, em Campo Triste, fábrica de viola da marca Xadrez.
“Na Fazenda Figueira
O Dego e o seu irmão
Entraro na mata virge
A procura de madera
Pra fazê uma viola
E já fizero a primeira” (Antonio Paulino)
“Esta viola vermelha
Cor de bandeira de guerra
Cor de sangue de caboclo
Cor de poeira da terra”. (Tião Carreiro e Jesus
Belmiro)
“O som da viola bateu
No meu peito doeu meu irmão
Assim eu me fiz contador
Sem nenhum professor”. (Peão Carreiro e Zé Paulo)
“Ai, a viola me conhece
Que eu não posso cantá só
Se eu sozinho canto bem
Em junto canto mió” (Carreirinho)
“Minha viola
Ta chorando com razão
Por causa duma marvada
Que roubou meu coração”. (Noel Rosa)
Ta chorando com razão
Por causa duma marvada
Que roubou meu coração”. (Noel Rosa)
O mundo da música é o da alma humana, e esta, na
cidade ou no campo, não tem limite. A poesia se entrelaça com as paisagens, e
as paisagens com os sentimentos.
“O rio Piracicaba vai jogar água pra fora
Quando chegar a água
Dos olhos de alguém que chora
Pertinho da minha casa
Já formou uma lagoa
Com lágrimas dos meus olhos,
Por causa de uma pessoa”. (Lourival dos Santos, Tião
Carreiro, e Piraci)
“Eu fiz promessa
Pra que Deus mandasse chuva
Pra crescer a plantação”.
O povo recorre a promessas quando a chuva não vem.
Neste caso, a promessa foi paga com três pingos...
“Um, foi o pingo da chuva,
Dois caiu do meu oiá”. (Raul Torres e João Pacífico)
Até os santos ficam de castigo, sendo trocados de
Igreja, talvez pra prestarem mais atenção pros problemas do campo.
“São José de Porcelana foi morar
Na matriz da Imaculada Conceição
A Conceição, incomodada,
Vai ouvir nossa oração
Nos livrar da seca, da enxurrada
Da estação ruim.
Barromeu pedra sabão vai pro altar
Pertence a estrela mãe de Nazaré
A Nazaré vai de jumento
Pro mosteiro de São João
E o evangelista, pra basílica de S. José
Se a vida mesmo assim não melhorar
Santo que quiser voltar pra casa
Só se for a pé”. (Chico Buarque)
Os animais e as plantas também são assuntos
recorrentes das modas de viola.
“Canta, canta Bem-te-vi
Pra mim ouvir
Canta, canta sabiá
Pra me consolar” (Alvarenga e Ranchinho)
“Quero ouvir a siriema
Cantar por ti, Iracema
No nosso jardim em flor”. (Mario Zan)
“Comprei um casco chapeado
Uma baldrana macia
Um colchonilho dos brancos
Pra minha besta rosia
Um peitoral de argolinha
E uma estrela que bria
Fui dá uma passeio em Tupã
Só pra vê o que acontecia”. (Anacleto Rosas Júnior e
Arlindo Pinto)
A música do homem do campo tomou grande impulso de
divulgação nos anos vinte do século passado, graças as primeiras gravações.
Hoje, a música é divulgadíssima. São realizados grandes shows. Os temas também
evoluem, as técnicas de plantação também se sofisticam, mas a alma que os
embala é a mesma, a alma caipira e brasileira.
“Baile na roça, meu bem, se dança assim,
Pego na cintura dela e ela tarraca em mim
E o sanfoneiro toca, toca alegria,
Vamo, vamo minha gente até o clarear do dia
Dança, dança com a morena, dança, dança, com a
loirinha,
Começa o baile na tuia e termina na cozinha.
Viva o baile da roça, viva a noite de S. João
E o povo brasileiro conservando a tradição”. (Tunico e
Tinoco)
Hoje, o samba, homenageia o agricultor! Os
sambistas celebram e eternizam esse personagem de real valor! A viola se junta
aos pandeiros, chocalhos e surdos de primeira, para unir a cultura do sambista
com a do homem do campo, numa grande festa de celebração da colheita. E, neste
palco iluminado, por confetes e serpentinas, a Vila de Noel e de Martinho vem
homenagear essa figura notória, original e bem brasileira: o agricultor. Ele
merece o nosso respeito!!! É o agricultor brasileiro ajudando a alimentar o
mundo!!!
Autores
do Enredo: Rosa Magalhães (Carnavalesca), Alex Varela (historiador) &
Martinho da Vila
Bibliografia:
Basf Brasil 100 Anos. Transformando a
Química da Vida. Basf, 2011.
Caldas,
Waldenyr. O que é música sertaneja.
SP: Brasiliense, 1999.
Dossiê
Hora de Pular a Fogueira. Revista de
História da Bilblioteca Nacional. Rio de Janeiro, ano 4, n.º 45, junho
2009.
Lourenço,
Fernando. Agricultura Ilustrada.
Liberalismo e escravidão nas origens da questão agrária brasileira. Campinas,
Editora da Unicamp, 2001.
Linhares, Maria Yedda Leite. História do abastecimento: uma problemática em questão (1530-1918). Brasília: Binagri, 1979.
& Silva, Francisco Carlos
Teixeira da. História da Agricultura no
Brasil. Debates e Controvérsias. São Paulo, Brasiliense, 1981.
Motta, Márcia (organização). Dicionário da Terra. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2005.
Prado
Junior, Caio. A Questão Agrária no Brasil.
São Paulo: Brasiliense, 2000.
Ribeiro,
José Hamiltom. Música caipira. As 270
maiores modas de todos os tempos. São Paulo: Globo, 2006.
Severiano,
Jairo. Uma história da música popular
brasileira: das origens à modernidade. São Paulo: Ed. 34, 2008.
Vídeo
Basf – O Planeta Faminto e a Agricultura Brasileira. (Acessado: http://www.youtube.com/watch?v=aoiP-WK3V8o).
Assinar:
Postagens (Atom)


